Concelho de Torres Novas
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Torres Novas é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 12 156 habitantes. A cidade de Torres Novas abrange cinco freguesias (Salvador, Santa Maria, Santiago, S.Pedro e mais recentemente Lapas). Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.
 

É sede de um município com 270 km² de área e 36 968 habitantes (2008), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a Noroeste pelo município de Ourém, a Leste por Tomar, Vila Nova da Barquinha e Entroncamento, a Sueste pela Golegã, a Sul por Santarém e a Oeste por Alcanena.
 

O concelho de Torres Novas data do princípio da nacionalidade. Foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques em 1148, tendo depois a sua sede recebido foral em 1190, por Dom Sancho I. Este foral foi confirmado mais tarde por outros reis portugueses. Além destes forais, o concelho regia-se também pelos documentos denominados "Foros de Torres Novas", reguladores do seu direito consuetudinário, documentos estes considerados de grande importância para o estudo do municipalismo no nosso país. Até à conquista definitiva pelos cristãos, tanto o castelo como a povoação foram sucessivamente destruídos e reconstruídos. Em Torres Novas realizaram-se duas importantes cortes: a de 1438, reunidas após a morte de Dom Duarte, e as de 1535, em que se assinou o contrato de casamento da Infanta Dona Isabel com Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Sobre a antiguidade de Torres Novas, apenas se poderá dizer que remonta à denominação romana, pois foram descobertas as ruínas de uma vila romana, a "Vila Cardilium" (residência senhorial).

A roda do tempo a girar e a levarnos para o negro período das invasões francesas: Após anterior passagem e temporária presença da força napoleónica, sob o comando do terrível Junot, o general André Masséna comanda a terceira horda invasora (1810) e assentou arraiais na zona urbana da vila, onde, na atual rua Miguel Bombarda e cercanias, instalou o seu quartel-general cerca de um ano.

Mais de oito séculos, deixaram as suas marcas na velha vila de Gil Paes. Muitos dos testemunhos de incontáveis gerações de torrejanos e dos acontecimentos que protagonizaram ou testemunharam, são atualmente património inestimável, recordando em páginas de histórias, em monumentos e obras, acauteladas nos museus, nas páginas de livros, nas casas e nas ruas, constituindo o seu conjunto em acervo rico e honroso e um legítimo motivo de orgulho dos torrejanos, que não deixam que se extinga a chama da sua memória coletiva.


 

 Para mais informações consulte: www.cm-torresnovas.pt

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